Por: Carlos Filipe | 10/01/2019

Um espaço para construção de vida e de novos olhares, assim pode ser definido o Serviço de Acolhimento em Famílias Acolhedoras, do Governo de Içara, de responsabilidade da Secretaria de Assistência Social, Habitação, Trabalho e Renda. Iniciado no ano de 2002, já acolheu mais de 175 crianças e adolescentes. 

O psicólogo Luís Claiton Ehlers, que integra o Serviço, detalha que os acolhimentos ocorrem via medidas judiciais, encaminhadas pelo Ministério Público.“É um serviço que acolhe temporariamente crianças e adolescentes que são retiradas de suas famílias de origem por determinação judicial. Motivados por negligência, maus tratos, abuso físico ou sexual, violências das mais diversas”, explica.

As crianças e adolescentes permanecem com famílias previamente cadastradas pelo período de 18 meses nos lares temporários, conforme a Lei 13509/2017. “Quando não conseguimos fazer o retorno dessa criança ou adolescente para sua família nuclear ou extensa, eles também poderão fazer parte de um processo de adoção”, acrescenta a assistente social Micheline Alves.

Atualmente, seis crianças se encontram acolhidas. Três profissionais integram o Serviço: uma assistente social, um psicólogo e um motorista.  As famílias Acolhedoras recebem um salário mínimo para cada acolhido. O valor é pago as famílias é repassado proporcional ao tempo que as crianças permanecem nos lares.  O Investimento para manter o Serviço é realizado por meio de recursos próprios e federais. O valor repassado de recursos próprios em 2018 foi de R$ 72 mil, proporcional ao número de acolhidos.  A verba federal, de R$ 60 mil, é utilizada para custeio e manutenção do Serviço.