Por: Litoral Sul | 07/05/2019

A Diretoria da Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina confirmou, nessa segunda-feira (6), a primeira morte por raiva humana em mais de 35 anos no Estado. A vítima foi uma mulher de 58 anos, que morava numa área rural de Gravatal, no Sul Catarinense.

De acordo com a Dive, o último caso da doença havia sido registrado em 1981. Já os últimos casos de raiva em cães e gatos foram registrados em 2006, nos municípios de Xanxerê e Itajaí, e em 2016, em Jaborá.

Prevenção

A vacinação de todos os cães e gatos é a forma mais eficaz de proteção contra a doença. A ação está prevista para ser iniciada no dia 9 de maio. A população de Gravatal e Capivari de Baixo podem procurar por informações mais detalhadas sobre a ação diretamente na Secretaria Municipal de Saúde. O órgão já solicitou 10 mil doses de vacina antirrábica para o esquema de vacinação. Segundo a médica veterinária da Dive, Alexandra Schlickmann Pereira, a população deve ficar atenta ao comportamento estranho dos seus animais de estimação. “Qualquer alteração de comportamento como inquietação, aumento de agressividade, paralisias dos membros e fotofobia (medo da luz) deve ser observada e comunicada para a Secretaria Municipal de Saúde”, alerta.

Raiva humana

A raiva é uma doença transmissível que atinge mamíferos como cães, gatos, bois, cavalos, macacos, morcegos e também o homem, quando a saliva do animal infectado entra em contato com a pele ou mucosa por meio de mordida, arranhão ou lambedura do animal. O vírus ataca o sistema nervoso central, levando à morte após pouco tempo de evolução. A raiva não tem cura estabelecida (há apenas três casos de cura conhecidos no mundo, um deles no Brasil) e a única forma de prevenção é por meio da vacina.