Por: Litoral Sul | 09/10/2018

Jornais ADI/Adjori – Quase um mês atrás o senhor já afirmava que sairia vitorioso e ainda apostou que comporia com Amin. De onde tanta certeza?

Jorginho Mello – Nossa. Pelo trabalho que eu tinha feito, né? Eu sentia nas pessoas. Um pouquinho de política a gente já conhece. Mesmo com onda disso, onda daquilo, a essência da política eu já aprendi. Eu conheço de gente e quem conhece de gente sabe fazer uma avaliação política mais segura. E deu tudo certo. Estou entusiasmado para trabalhar.

 

ADI/Adjori – Comemoraram até muito tarde?

Jorginho Mello – Ah, fomos até tarde. Tanto em Herval D’Oeste quanto em Joaçaba. É a primeira vez que a região elege um senador e isso vale comemorar!

 

ADI/Adjori – O trabalho que o senhor fez em favor da micro e pequena empresa pesou para o resultado nas urnas?

Jorginho Mello – Ajudou bastante. As pessoas reconheceram que o esforço valeu a pena.

 

ADI/Adjori – Ficou surpreso com o crescimento do Comandante Moisés (PSL), que acabou tirando da disputa o Mauro Mariani (MDB), líder da sua coligação?

Jorginho Mello – Mais um resultado da onda Bolsonaro. O Mauro, mesmo o MDB sendo um partido raçudo, não conseguiu segurar. O que se sabe é que não resulta de uma rejeição ao MDB que tem o Temer na presidência. O MDB daqui é diferente. Não é aquele que faz mal para o Brasil há muito tempo. Eu pelo menos tenho essa visão. O MDB daqui não é o do Renan, do Jucá.

 

ADI/Adjori – Eleição garantida, quais os próximos passos daqui até a posse como senador?

Jorginho Mello – Vou continuar trabalhando. Sou deputado federal e tenho que cumprir o mandato. Semana que vem estarei em Brasília, até porque há muitas atividades programadas. Vamos trabalhar!

 

ADI/Adjori – Espera que venha alguma pauta bomba nestes meses finais do governo Temer?

Jorginho Mello – Não sei o que é que vem. A pauta lá, por enquanto, é de água com açúcar. Não tem nada de muito importante. Até porque esse Congresso tem pouca credibilidade para votar alguma coisa importante. Tem que deixar para depois. De qualquer forma, vou continuar trabalhando como sempre fiz: contra o que é indecente e a favor do que é importante para a população.

 

ADI/Adjori – Falando de segundo turno, o senhor deve apoiar a candidatura do Comandante Moisés (PSL) ou de Gelson Merisio (PSD)?

Jorginho Mello – Estamos fazendo uma avaliação sobre isso para definir qual vai ser o caminho do PR. Estou chamando todos os candidatos do partido e lideranças de um modo geral para conversar sobre isso já nesta terça-feira. Por enquanto não posso falar nada, porque não depende só de mim. Vamos tratar do assunto com a seriedade e o respeito que o assunto merece. Tanto para o governo estadual quanto para o federal. Não podemos precipitar nada. Vamos ter que ouvir o partido nacional, o Magno Malta, meu amigo.

 

ADI/Adjori – Que recado o senhor deixa para os catarinenses?

Jorginho Mello – Que o deputado Jorginho, que agora vai virar senador, vai trabalhar muito. Como sempre trabalhei: com dignidade, com vergonha na cara, honrando todas as pessoas. O Brasil passa por um momento em que precisa virar a página. E ontem foi virada. O povo queria mudanças e mudou. Para melhor. O povo estava cansado do que via na política.

 

 

 

 

Cobertura Eleições SC 2018 – Jornais Impressos e Digitais

Editorial: Andréa Leonora (ADI-SC) | Douglas Rossi e Murici Balbinot (Adjori-SC) | Arte: Allan Salvatti (Adjori-SC) | Imagens: Assessoria de Imprensa dos candidatos