Por: Litoral Sul | 10/02/2019

Para manter os moradores de Criciúma imunes ao vírus da febre amarela, a Secretaria de Saúde de Criciúma, ampliou a vacinação contra a doença. As vacinas estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS). De acordo com a coordenadora do Programa de Imunização da Vigilância Epidemiológica de Criciúma, Patrícia de Carvalho, pessoas com mais de 60 anos, diabéticos, gestantes, lactantes e hipertensos devem apresentar laudo médico para receber a dose única da vacina. “Não há um prazo estipulado pelo Governo do Estado, mas já vacinamos 14% do público alvo em Criciúma”, conta.

A medida atende às exigências da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina, que solicitou aos municípios catarinenses o fortalecimento das ações contra a febre amarela. A meta do Governo de Criciúma é vacinar 149,5 mil pessoas com idade entre nove meses e 59 anos.

Em Criciúma, a ampliação da vacinação contra a febre amarela iniciou no dia 1º de fevereiro. “É importante que as pessoas procurem os postos de saúde do município para receber a dose da vacina. A febre amarela é uma doença que está se propagando. Já há registros de casos no Paraná”, comenta Patrícia. “A vacina é a única maneira de prevenir a febre amarela, além de ser altamente imunogênica”, complementa.

Febre amarela

Doença infecciosa febril aguda, a febre amarela é causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores e possui dois ciclos de transmissão: silvestre e urbano. Segundo o Ministério da Saúde (MS), no ciclo silvestre, os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus. Os vetores são mosquitos com hábitos silvestres. No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre, em especial, através do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus.

Os primeiros sintomas da febre amarela incluem: início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A doença também pode causar febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal), choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

No Brasil, entre julho e novembro de 2018, foram notificados mais de 200 casos suspeitos de febre amarela. Já nas cidades catarinenses, conforme a Dive de Santa Catarina, entre julho de 2018 e janeiro de 2019, foram notificados 10 casos suspeitos de febre amarela. No entanto, os casos registrados no estado foram descartados.