Por: Carlos Filipe | 09/01/2019

A desidratação é um dos perigos que rondam os idosos nos dias de calor intenso. Normalmente ela provoca dores de cabeça, fadiga, redução do rendimento físico e mental, mas a falta de reposição líquida na terceira idade pode ser fatal.  Nesta fase da vida, a restituição hídrica é mais lenta e requer que os cuidados sejam reforçados.

Conforme a nutricionista do Nova Belluno Residencial Geriátrico, Liz Corrêa Fabre, a desidratação em idosos está associada a alguns fatores: “Os idosos têm a percepção de sede alterada. Também, a sudorese e respostas renais comprometidas que colocam os idosos em elevado risco durante períodos de extrema mudanças na temperatura ambiente. Toda a perda de autonomia física e mental, que acompanha o envelhecimento, pode reduzir a capacidade de beber. Os distúrbios da deglutição ou disfagia simples são frequentes e precisam de mais atenção para garantir a adequada ingestão de líquidos”, explica.

A forma mais simples e eficaz de prevenir ou tratar a desidratação é incentivar os idosos a beber mais líquidos. Não se deve esperar pela sede para beber água, pois quando ficamos com sede significa que o nosso organismo já necessita de água há algum tempo. “Ao perceber que o idoso está  rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, fica confuso, irritadiço, fora do ar. Atenção! É quase certo que esses sintomas sejam decorrentes de desidratação. Oferecer líquido e procurar um serviço médico”, orienta a profissional.

Qual o consumo diário ideal?

Quando a pessoa idosa é dependente, o papel dos cuidadores e profissionais de saúde é extremamente importante.  A necessidade da ingestão de líquidos pelos idosos é semelhante à dos jovens adultos, recomenda-se consumir no mínima de 1,5 litros de água por dia e o restante através dos alimentos.  A ingestão hídrica ideal para o idoso é de 2,0 a 2,5 litros ao dia. Porém, existem ressalvas: “Essa é apenas uma média. Essa medida pode variar conforme as condições clínicas do idoso, composição corporal, níveis de atividade física, etc. Um profissional da saúde deve levar esses fatores em consideração para fazer a estimativa certa”, conta Liz.