Por: Litoral Sul | 08/08/2018

“Considerando que a depressão é uma doença que atinge cerca de 10% da população e que é a quarta causa de incapacidade para o trabalho e potencialmente vai ser a segunda em 2020, as pessoas que fazem atendimento clínico em qualquer área do conhecimento vão acabar se deparando uma hora ou outra com uma pessoa com depressão. Por isso a importância de se conhecer melhor o assunto”. A afirmação é do médico psiquiatra, pesquisador e professor doutor da Unesc, João Quevedo, um dos organizadores do 16º Simpósio de Psiquiatria na Interface Cérebro e Mente, que ocorre nos dias 21 e 22 de setembro na Universidade. Em 2018, o evento debaterá o tema “Depressão ao longo da vida”, com profissionais e pesquisadores renomados na área de saúde mental.

Realizado pelo Laboratório de Psiquiatria Translacional, ligado ao PPGCS (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Unesc), o Simpósio é uma forma de dividir com que já trabalha ou está estudando para atuar em saúde o que tem de mais novo na área da saúde mental e psiquiatria.

“Passamos o ano todo estudando doenças psiquiátricas, entendendo como elas funcionam, quais as causas e o que acontece no cérebro dos pacientes. No Simpósio pegamos tudo o que aprendemos, junto a convidados extremamente qualificados na área e dividimos o conhecimento com a sociedade. Cada ano escolhemos um assunto específico e focamos o evento todo nele. É uma espécie de intensivo”, explica Quevedo.

Mas o evento não é voltado apenas para pessoas que atuam na área da saúde. Com palestras e debates sobre a depressão em várias fases da vida, o Simpósio vai abordar assuntos como a relação da doença com as redes sociais, que envolvem uma população em idade escolar, por exemplo. “Educadores, pessoas que têm casos na família ou elas mesmas podem participar para saber mais sobre o assunto. Uma das formas de tratamento é o conhecimento e quanto mais conhecer a doença, maior a chance de melhora”.

 O médico psiquiatra lembra que os sintomas principais da depressão são mais ou menos os mesmos em cada fase da vida, no entanto, as manifestações mudam. “Uma criança com depressão não necessariamente vai ter tristeza. Ela pode ter irritabilidade, queda no desempenho escolar e diminuição de sociabilidade. No idoso, às vezes, há mais esquecimentos que tristeza. No adulto os dois principais sintomas de depressão são tristeza e perda de interesse e prazer nas coisas. E muitas vezes você tem uma pessoa que não está triste, mas não vê mais graça na vida. A pessoa não precisa necessariamente estar chorando para estar deprimida”, explica.

Profissionais renomados

O evento trará cerca de 15 palestrantes, como a professora doutora da USP Alexandrina Maria Augusta Da Silva Meleiro, que fará uma Aula Magna no dia 21 de setembro, às 18 horas, no Auditório Ruy Hülse, sobre “Depressão ao longo da vida – Novas perspectivas para uma velha conhecida”.

A coordenadora estadual de Saúde Mental e médica psiquiatra e membro da Comissão de Emergências da Associação Brasileira de Psiquiatria, Deisy Mendes Porto, estará no evento para falar sobre “O transtorno depressivo maior na adolescência – Grandes mudanças, grandes tristezas”. Outro nome confirmado é o do doutor em Psiquiatria Alberto Stoppe Júnior, que tratará do “Transtorno depressivo maior no idoso – o que muda com o envelhecimento dos telômeros”; e da jornalista e doutoranda em Ciências Médicas: Psiquiatria, Thaís Cunha Martini, que vai fazer a palestra “Transtorno depressivo maior e redes sociais – o transtorno por trás dos sorrisos”.

As inscrições podem ser feitas até no dia do evento, mas antecipadamente, elas possuem preço promocional até 31 de agosto.

Inscrições

https://doity.com.br/simposiodepsiquiatrianainterfacecerebroemente