Por: Carlos Filipe | 10/03/2019

Mais uma vez Criciúma receberá a Semana do Sono promovida pela Associação Brasileira do Sono (ABSONO). Sob o tema “Dormir bem é envelhecer com saúde”, a campanha deste ano pretende alertar sobre a saúde do sono de pessoas com mais de 50 anos. A ABSONO em Santa Catarina irá promover uma manhã de conscientização no dia 16 de março, das 9h às 12 horas, na Praça Nereu Ramos, em Criciúma.

Com o passar dos anos a quantidade de horas de sono necessária aos idosos  acaba sendo reduzida comparada a outras faixas etárias. Uma criança na idade pré escolar, de 3 a 5 anos, por exemplo, necessita de 10 a 13 horas, enquanto um idoso precisa de 7 a 8 horas de sono. Segundo o presidente da ABSONO em Santa Catarina, Fábio José Fabrício de Barros Souza, pneumologista e especialista em medicina do sono, o principal objetivo da campanha é alertar a população sobre como se pode ter um sono reparador e com qualidade, além de advertir a respeito dos distúrbios do sono.

Conforme o especialista, mulheres idosas tem insônia frequentemente, assim como a Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) em homens idosos. “É importante lembrar que a AOS é uma doença que o paciente apresenta momentos de pausa na respiração associados a episódios de roncos significativos. Com o fechamento da garganta (apneia) ocorre a queda da oxigenação causando maior risco cardiovascular, como hipertensão, arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral”, pontua.

Um alerta importante é que se o sono não é reparador e o adulto sofre no dia seguinte com sonolência, irritabilidade e falta de concentração, mesmo dormindo uma quantidade de horas de sono considerada adequada, é possível que tenha algum distúrbio do sono. Nestes casos, a melhor orientação é procurar um especialista em Medicina do Sono para que seja submetido a polissonografia, exame que se passa a noite no laboratório do sono para detectar a presença de distúrbios do sono.

“Outra situação frequente é o uso de substâncias medicamentosas (benzodiazepínicos) para o sono, como o clonazepam. Estas medicações são boas para ansiedade, no entanto não são boas medicações para o sono, podendo resultar em efeitos de dependência e até mesmo alteração de memória. Queremos orientar a população que é possível envelhecer e apresentar um sono saudável, bom e reparador”, ressalta Fábio Souza.