Por: Carlos Filipe | 07/02/2019

Em reunião com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e órgãos de defesa do consumidor, a Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) assumiu o compromisso de inspecionar 1.200 unidades consumidoras, de um universo de 2.000 reclamações registradas, de cidadãos de baixa renda que apresentaram as maiores discrepâncias no valor da conta de energia elétrica nos últimos dois meses. O acordo foi firmado na tarde desta quinta-feira (7/2) em um encontro que durou três horas na sede do MPSC, em Florianópolis.

A distribuidora de energia, que faz uma média de 500 aferições por mês, fará uma força-tarefa para atingir as 1.200 em no máximo dois meses. Durante esse período, o corte de energia elétrica dos consumidores que forem vistoriados estará suspenso, até que se chegue a uma conclusão sobre o real consumo registrado na unidade. A empresa também se comprometeu a não cobrar pelas aferições, mesmo em casos em que for comprovado que a leitura de consumo foi correta.

Em caso de erro de cobrança comprovado, a Celesc comprometeu-se a  refaturar.. Se na inspeção ficar comprovado que as faturas não apresentam erros, o consumidor será notificado e poderá parcelar o pagamento. Na primeira parcela pagará 33% do valor, e o restante pode-se parcelar em até 6x com juros. Caso o pagamento não seja efetuado, a energia será cortada em até 15 dias.