Por: Carlos Filipe | 08/02/2019

Uma das vacinas mais conhecidas da população é a BGC. A dose protege contra a tuberculose, é aplicada nos recém-nascidos, geralmente antes de deixarem o hospital, e costuma deixar uma cicatriz permanente no local da injeção. O protocolo do Ministério da Saúde recomendava a revacinação para os casos em que, após seis meses, os bebês não apresentavam a marca no braço direito. Contudo, desde o início de fevereiro, uma Nota Informativa estabelece que a imunização não seja mais reaplicada.

De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Içara, enfermeira Laura Maté, o Brasil seguirá orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Estudos comprovaram que não há necessidade de aplicar novamente, já que o fato de não ter a cicatriz não significa que não tenha adquirido a imunidade”, explica.

No comunicado assinado pela coordenadora-geral do Programa Nacional de Imunizações, Ana Goretti Kalume Maranhão, a OMS aponta que as pesquisas mostraram evidências mínimas ou inexistentes dos benefícios da repetição da vacina BGC contra tuberculose ou hanseníase.