Por: SC Portais | 21/08/2018

Batendo em R$ 3,95 o dólar, vem sendo confirmadas as previsões feitas por analistas do mercado financeiro a alguns meses atrás, quando projetavam esta alta no preço da moeda estrangeira, dependendo do resultado das pesquisas eleitorais. Independente de preferências político-partidárias, os investidores preferem se ancorar no dólar devido ao nebuloso quadro eleitoral, com uma eleição presidencial que poderá acabar sendo judicializada.

É a lei

Pela imbatível lei da oferta e da procura, todo produto com mais procura que oferta aumenta de preço. É o caso do dólar. Quem tem contas a pagar ou compras a fazer em dólar, já vai antecipando a compra da moeda com medo que o preço dispare.

Sua vida

A alta da moeda impacta, sim, na sua vida. Sobem na prateleira os preços dos produtos importados e os nacionais aproveitam a onda e sobem também. Sobem os preços da matéria prima importada. A escalada não para e se torna perigosa. Como todos nós, brasileiros, recebemos e faturamos em reais, vimos nossos recursos financeiros encolherem. Vamos parando de comprar, o comércio parando de vender e a indústria parando de produzir. Aumenta o desemprego.

Mais cartões

Se há cada vez menos dinheiro no bolso, esta frase vale tanto para o poder de compra como para a moeda. Pesquisa divulgada pelo Banco Central (BC) revela que nos Estados da Região Sul, 53% das pessoas já trocaram a moeda pelo cartão:  o cartão de débito é o favorito de 35,8% das pessoas ouvidas, e o crédito, de 18,2%. A pesquisa foi feita pela LGA Assessoria Empresarial, que atribui um dos fatores ao fato do próprio desenvolvimento mais avançado da região. Entre outros, pontua também a questão de segurança.

Evento confirmado

Depois da mudança de data, está confirmada a realização do Fórum de Gestão Sustentável 2018 para o dia 31 de agosto, das 14 às 17 horas, na sede da Fiesc, em Florianópolis. O evento reúne representantes de empresas, ONGs e setor público que são destaques em sustentabilidade na região Sul do Brasil e temos empresas do sul catarinense que vão receber o Troféu Onda Verde, pelas boas práticas ambientais. Os organizadores pedem para os interessados em participar do evento que façam as suas inscrições, gratuitas, devido ao limite de espaço no local.

Exportações para a China

Boletim da Fiesc informa que, no médio prazo, a China prevê importar mais carne, segundo informou o cônsul econômico e comercial do Consulado-geral da China em São Paulo, Yu Yong, que esteve na sede da entidade empresarial catarinense, em Florianópolis, na sexta-feira (17). “Existe grande demanda por carne bovina, suína e de aves. A médio prazo a importação chinesa desses produtos vai aumentar”, disse, lembrando que Santa Catarina já exporta, mas pode ampliar.

Feira chinesa

Para melhorar as exportações para a China, Yu Yong recomendou estreitar a cooperação com o País asiático para reforçar com as autoridades sanitárias chinesas os diferenciais catarinenses na área. Lembrou, ainda, que em novembro será realizada em Shangai uma feira que reunirá 100 mil potenciais compradores chineses dos mais diversos setores. “A China vai aumentar a abertura ao exterior e criar um ambiente mais favorável”, destacou.