Por: SC Portais | 29/05/2018

Prefeitos, Polícia Militar e técnicos da área da saúde estiveram reunidos na manhã de ontem em Criciúma, com o coordenador Regional da Defesa Civil, Rosinei da Silveira, para analisar as principais demandas na área da saúde e buscar soluções logísticas para o atendimento. O prefeito Hélio Cesa, de Siderópolis, também presidente da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) ressaltou no encontro a importância da união dos prefeitos em busca de soluções coletivas.

Exército e Polícia Militar no Comitê de Crise

O Comitê de Crise é coordenado pela Defesa Civil em Santa Catarina e está integrado, na atual conjuntura, por representantes do Exército e da Polícia Militar. Neste Comitê são analisadas as principais demandas, como, por exemplo, o acesso a medicamentos, na área da saúde, que tem seu transporte autorizado mediante “selo” da Defesa Civil, e pode transitar pelas rodovias em comboio acompanhado pela Polícia Militar e com autorização dos caminhoneiros. As reuniões do Comitê de Crise acontecem todos os dias, pela manhã e ao final da tarde, segundo o Coordenador da Defesa Civil da Agência de Desenvolvimento Regional de Criciúma (ADR), Rosinei da Silveira.

Reuniões contínuas

Para este momento de crise que vive o país, identifica-se a importância de uma Defesa Civil bem organizada e coordenada. Nesta terça-feira, 29, completa uma semana que foi instalado o Comitê de Crise, em contato online em todo o estado catarinense, atendendo as solicitações dentro das possibilidades reais e com um bem coordenado trabalho de logística. Uma demanda que surgiu foi sobre o transporte de cloro para o tratamento químico da água, equacionado pelo Comitê de Crise e garantindo o abastecimento.

Insegurança pelo que vem

Sem perspectivas para o fim da manifestação, que vem ganhando a cada dia mais apoio popular, o planejamento dos órgãos públicos e da sociedade em geral está no curto prazo. Planejam hoje as ações de, no máximo, dois dias pela frente. Há um consenso, entretanto, de que a expectativa dentro dos limites da tranquilidade vai até, no máximo, a quarta-feira, quando novas demandas, principalmente o abastecimento dos supermercados, começarem a surgir, e daí novas soluções deverão ser estudadas pelo Comitê de Crise.

Queda na arrecadação

Sem produção não há arrecadação de impostos e cai o faturamento dos governos Nacional, estaduais e municipais. A Federação Catarinense dos Municípios (Fecam) emitiu alerta nesta segunda-feira, 28, às prefeituras do Estado alertando para uma queda de 33,2% no recolhimento do ICMS, em comparação com o mês de maio do ano passado. Diante do quadro, a Fecam recomenda às prefeituras que “concentrem esforços na manutenção responsável das contas públicas municipais, em favor do interesse público e do zelo pelos serviços essenciais”.