Por: Litoral Sul | 18/08/2019

Inquieta, sempre projetando o próximo passo, dona da confiança absoluta do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Julio Garcia. Esta é Lúcia Helena Vieira, jornalista com mais de 30 anos de experiência profissional, diretora de Comunicação do Legislativo estadual e responsável por comandar talvez a maior redação do estado. Sob sua responsabilidade trabalham 102 pessoas, entre jornalistas, técnicos, fotógrafos e cinegrafistas, equipe dedicada à produção de conteúdo para a Agência AL, TV AL, Rádio AL e redes sociais, além do atendimento aos veículos externos, realizado pela Sala de Imprensa.

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Ela passou pelos mais importantes jornais de Santa Catarina (“DC”, “O Estado” e “A Notícia”) e, como free-lancer, em “O Estado de São Paulo” e em “O Globo”. Foi presidente da Associação Brasileira das TVs e Rádios Legislativas (Astral) e é segunda vice-presidente da Associação Catarinense de Imprensa (ACI).

Atuou ainda como professora Marketing Institucional em cursos de pós-graduação da Escola de Administração do Governo do Estado (ENA Brasil). É coautora dos livros “História do Rádio em Santa Catarina” e “Tribunal de Justiça de Santa Catarina – Memórias dos 110 anos”. Integra a coletânea “Reportagens Inesquecíveis – o jornalismo atuante em Santa Catarina de 1970 a 2000”, e é organizadora de outros seis livros.

 

[PeloEstado] – Como define a política de comunicação da Assembleia Legislativa de Santa Catarina?

Lúcia Helena Vieira – A orientação do presidente Julio (Garcia) é sempre na linha da transparência total e da agilidade, claro que com a racionalização de recursos que o momento exige. O nosso desafio é mostrar para as pessoas como os deputados de Santa Catarina trabalham. E que tudo o que eles fazem, cada projeto de lei que apresentam, cada ideia que colocam em debate, vai afetar ou a sociedade como um todo ou algum segmento. Por que trato como desafio e não como missão? Porque enfrentamos obstáculos cada vez mais numerosos e difíceis – preconceitos contra a classe política, desgaste da imagem do parlamentar brasileiro.  Mesmo que não haja nenhum problema em Santa Catarina, sofremos as consequências do que ocorre em outras casas legislativas. É preciso vencer isso. Aqui não tem deputado que falta ou que não trabalha. Ao contrário, trabalham muito. Prova disso é que nossas equipes de jornalistas e técnicos não param, estão sempre cobrindo alguma pauta.

 

[PE] – Até porque a Assembleia Legislativa acumula cada vez mais protagonismo. 

Lúcia Helena – Este poder é a caixa de ressonância da sociedade. Os deputados são os olhos e os ouvidos da população. Exemplo é debate em torno dos incentivos fiscais que acontece na Casa desde o começo do ano legislativo. É a Assembleia que está ouvindo os diversos segmentos da sociedade para tentar encontrar a melhor saída e não onerar a população com mais impostos; para viabilizar a economia, para que as empresas possam trabalhar. Porque as empresas e as pessoas estão muito penalizadas com impostos, com taxas, a economia travada há muito tempo. Então, é um esforço grande, conjunto e suprapartidário para ouvir os setores, definir as peculiaridades, entender as dificuldades, e tentar superar tudo isso negociando com o governo. É um trabalho bem importante. A Assembleia está assumindo muito fortemente esse protagonismo e em várias situações.

 

[PE] – Por isso uma equipe tão numerosa? Para cobrir tantos assuntos e tão importantes?

Lúcia Helena – Acredito que temos uma das maiores ou mesmo a maior redação de Santa Catarina, com televisão 24 horas no ar, com rádio na internet, agência de notícias e redes sociais e ainda abastecendo os veículos de comunicação do estado inteiro, com matérias de qualidade e em quantidade. Essa estrutura toda tem que falar a mesma língua.

 

[PE] – Há a preocupação de ajustar a linguagem, de forma que todas as camadas da população compreendam o que se passa por aqui? 

Lúcia Helena – Sempre há essa preocupação. Ao informar bem, que é nosso esforço diário, aproximamos a população do trabalho feito aqui pelos parlamentares. Ao serem informadas, as pessoas despertam para o gosto pela política e pela participação cidadã, para a necessidade e para a importância de acompanharem mais de perto os atos legislativos. Somos o canal que procura viabilizar essa aproximação.

 

[PE] – Qual o resultado desse esforço?

Lúcia Helena – Em um período anterior fazíamos pesquisas para saber quais eram as demandas. E uma constatação da pesquisa, que inclusive pautou nossas ações em comunicação, foi que quem conhecia mais a Assembleia avaliava melhor. Ou seja, quem conhece mais, quem entende melhor o que acontece aqui, sabe que a Assembleia trabalha, que funciona sem parar, que os deputados estão trabalhando, que o tema de interesse de alguma pessoa está sendo debatido aqui ou em algum lugar, por algum meio. É na linha do “conhecer para valorizar”.

 

[PE] – Esse não é seu primeiro período como diretora de Comunicação da Assembleia. Quais as maiores diferenças neste novo momento?

Lúcia Helena – Fui diretora entre 2005 e 2011, também com o deputado Julio Garcia, por quatro anos, e depois com os presidentes Jorginho Mello e Gelson Merisio. No começo desse período já existiam redes sociais, mas não tínhamos adotado ainda porque precisávamos nos capacitar. Hoje é rotina, mas naquela época era uma novidade incrível.

 

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Por Andréa Leonora e Murici Balbinot

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